Neste semestre: estudos de cultura digital
08/09/2010Depois de 2 semestres com a disciplina “Cultura Digital e Capitalismo Cognitivo”, coordenada pela Professora Ivana Bentes, a equipe do Pontão de Cultura Digital da Eco assumiu uma nova disciplina, com algumas mudanças e um viés mais prático: Estudos de Cultura Digital.
Os temas foram divididos em quatro módulos – técnica, estética, política e ética – e envolverão algumas das principais questões levantadas pelas novas tecnologias de informação e comunicação. Convidados debaterão, toda quarta-feira, um dos assuntos escolhidos pela equipe do Pontão. A ideia é dar um formato mais dinâmico e participativo, com algumas mesas redondas e atividades práticas.
As atividades práticas, uma por módulo, têm por objetivo linkar os conteúdos das aulas com o que, de fato, vem sendo produzido em função dessas novas tecnologias. Software livre, metareciclagem, webativismo, novas linguagens artísticas, tudo isso é base para a teoria mas envolve uma práxis diferenciada e, muitas vezes, ignorada.
A avaliação, em um formato diferente e por módulo, será um relatório/tutorial das conexões/reflexões produzidas entre prática e teoria.
Textos e indicações estão disponíveis na Bibliografia.
Estudos de Cultura Digital
Quartas, das 11h20 às 12h50 – Auditório CPM
Trabalho Final
05/07/2010Para aqueles que ainda estão confusos a respeito do Trabalho Final , neste link estão as coordenadas básicas para sua produção. A entrega deverá ser feita até o dia 21/07, por e-mail.
Para os alunos regulares da ECO, trata-se de analisar um dos temas propostos em aula e aprofundar os conceitos com base em pesquisas particulares. Se precisarem de bibliografia, acessem no blog a aba referente para consultar os artigos e livros indicados. Lmebrando que são apenas sugestões.
Para os alunos de extensão, trata-se de retratar uma atividade prática desenvolvida com o coletivo em que pertence envolvendo um dos temas propostos. A bibliografia também se aplica. E novas indicações para compartilhar com os demais também são bem vindas.
Última observação: o trabalho precisa ter entre 4 e 6 páginas. É pequeno e simples de ser feito, por isso não aceitamos cópias, trechos sem citações, bibliografia oculta ou coisas do tipo. Se for utilizar algum trecho e/ou autor, cite-os.
Qualquer dúvida: ncortezrj@gmail.com
Seminário Interfaces Digitais Colaborativas
05/07/2010No dia 07/07 (quarta-feira), a aula do curso de Cultura Digital e Capitalismo Cognitivo, para quem tiver interesse no tema, será transferida para o “Seminário Interfaces Digitais Colaborativas“, iniciativa do Laboratório Cultura Viva que acontecerá no Auditório do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).
Pra quem não conhece, o Laboratório Cultura Viva é um espaço de Pesquisa e Realização Audiovisual, integrando a produção dos Pontos de Cultura e a pesquisa universitária. Fruto da experiência dos programas Cultura Ponto a Ponto e Ponto Brasil, o projeto é uma iniciativa da Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura em parceria com a Escola de Comunicação da UFRJ de fomentar a experimentação audiovisual no âmbito do Programa Cultura Viva.
Como espaços de troca e reflexão intelectual, de experimentação de interfaces e de criação audiovisual, o Laboratório terá uma plataforma de colaboração criativa na Internet e irá coordenar a produção de uma revista eletrônica para TV e experiências no campo da teledramaturgia, feita pelos Pontos de Cultura, através de chamada pública.
O objetivo é promover uma maior interação entre agentes culturais, desenvolvedores, Pontos de Cultura, Universidade e Ministério, visando a potencialização da experimentação audiovisual frente às novas possibilidades de criação, colaboratividade, difusão e compartilhamento.
O Seminário INTERFACES DIGITAIS COLABORATIVAS – Linguagens e Experiências em Rede será o primeiro passo para o desenvolvimento do conceito, visualidade, navegação e funcionalidades dessa plataforma, com ferramentas para:
- Acompanhamento e supervisão dos projetos a serem produzidos pela rede de Pontos de Cultura e colaboradores do Laboratório Cultura Viva;
- Postagem de vídeos;
- Postagem de conteúdos em diversos formatos para difusão de agenda das atividades da Rede Cultura Viva;
- Difusão de conteúdo nas redes sociais, outras plataformas e dispositivos móveis.
Para mais informações e programação deste evento, acessem: http://laboratorioculturaviva.pontaodaeco.org/#programacao
Rádios comunitárias, rádio arte e rádio na web
08/06/2010A aula do dia 9 de Junho será apresentada pela Helen Ferreira e pelo Carlos Alexandre Moraes, ambos da UERJ. A idéia é refletir sobre as práticas e linguagens nas rádios livres, rádios comunitárias e as possibilidades hoje da Rádio na Internet.
Sobre o tema, uma excelente bibliografia é a indicada na disciplina “Outra rádio na educação, nas artes e no desenvolvimento comunitário”, do Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação da FEBF/UERJ, sob orientação do professor e pesquisador Mauro Costa.
Bibliografia
BAYLE, F. Musique acousmatique… propositions….positions. INA/GRM, Buchet/Chastel, 1993.
CHION, M. L’Art des Sons Fixés. France, Editions Metamkine/Nota Bene/Sono-Concept, Fontaine, 1991.
KAHN, D. & WHITEHEAD, G. (orgs.) Wireless Imagination, Sound, Radio and the avant-garde. MIT Press, Cambridge, London, 1992.
SCHAFER, M. O Ouvido Pensante. Trad. Fonteerrada, M. et allii. Fundação Editora da UNESP, São Paulo, 1991
COSTA, Mauro J.S.R. “Rádio Alice. Política e Poética Estóicas na Teoria do Rádio”. Polemica n.14, outubro-dezembro 2005, revista eletronica do LABORE/UERJ ISSN 1676-0727.
————————- “Franco Berardi. Teoria do Rádio. Mídia e Política”, Polemica n.15, janeiro-março 2006, revista eletronica do LABORE/UERJ ISSN 1676-0727.
————————.”Rádios Comunitárias como Rádios Educativas: explorando os potenciais educativos do rádio e das rádios comunitárias”. Interagir. Pensando a Extensão. Rio de Janeiro, v.2, p.31-37, 2002.
………………………….. e HERMANN, W. “Rádios livres, rádios comunitárias: outras formas de fazer rádio e política”. Lugar Comum. Estudos de Mídia, Cultura e Democracia. Rio de Janeiro, Rede Universidade Nômade/ Escola de Comunicação –UFRJ, v. 16-17, 2003, p.97-107
ZURBRUGG, Nicholas. “Art Sonore, Art Radio et Performance Post-Radio en Australie » , tradução Dominique Caillat, 73-95.
HUHTAMÄKI, Harri. “The Five Ways of the Radio. Paradox-dramaturgical fractions”. 3-15.
MARIÉTAN. Pierre. « Pour um art sonore au quotidien ».1-16.
EL HAOULI, J. Rádiopaisagem. Tese de Doutorado apresentada no Programa de Pós-graduação em Artes, da Escola de Comunicação e Artes ECA/USP, 2000.
Alguns artigos do pesquisador disponíveis na rede:
Em busca de um rádio inventivo
John Cage, Radio-Arte e Pensamento
A palavra é um vírus. Rádios que tocam o silêncio
Amanhã Palestra Inaugural do Seminário Copyfight, com Sérgio Amadeu
27/04/2010A aula de amanhã do Curso de Cultura Digital e Capitalismo Cognitivo não será no auditório da CPM, como de costume, mas no Auditório do CFCH (ao lado do Banco Real), onde teremos o seminário ao longo dos dias 28 e 29 de Abril.
Pra quem ainda não está por dentro do seminário, o Copyfight é um evento gratuito sobre propriedade intelectual e pirataria, organizado pelo Pontão de Cultura Digital da ECO/UFRJ. Durante a tarde, teremos os Laboratórios de Conhecimentos Livres, que oferecerão oficinas práticas em Pure Data e arte eletrônica, inteligências automatizadas, rádios livres e VJing. De noite, o Seminário discutirá temas como direito autoral, combate à pirataria, biopatentes e produção em rede na Internet.
A programação está ótima e pode ser conferida no site do evento.
A aula abordará o tema “A crise da propriedade e a filosofia do software livre”.
Para os mais interessados no tema, ai vão alguns links do professor Sérgio Amadeu a esse respeito, disponibilizados no blog do professor:
Arquiteturas em disputa: ativistas P2P e a indústria da intermediação.
O conceito de commons na cibercultura.
Cibercultura, commons e feudalismo informacional.
Clouds of Open Connection: Open Spectrum, Digital Television and Digital.
Redes cibernéticas e tecnologias do anonimato.
Novas dimensões da política: protocolos e códigos na esfera pública interconectada.
Game-ativismo e a nova esfera pública interconectada.
Capitalismo Cognitivo e a emergência da Multidão
08/09/2009Na próxima aula o nosso convidado será o professor Giuseppe Cocco, da UFRJ. O tema é complexo e exige uma leitura mais aprofundada para a sua compreensão. Pensar o capitalismo cognitivo envolve pensar questões como pós-fordismo, trabalho imaterial, quebra do paradigma patrimonialista das idéias, coletividades pensantes, entre tantas outras não menos interessantes.
Como sugestão de leitura, um livro pequeno, porém denso: “O Imaterial: conhecimento, valor e capital“, do André Gorz. Vale a pena te-lo na cabeça. Só pra dar mais vontade, a entrevista do filósofo francês para a revista Global. Além dele:
As revoluções do capitalismo, por M. Lazzarato;
Global: biopoder e lutas em uma América Latina globalizada, Por A. Negri, G. Cocco e E. Aguiar;
Capitalismo cognitivo: trabalho, redes e inovação, Por G. Cocco, A. Galvão e G. Silva
Trabalho imaterial: formas de vida e produção de subjetividade, Por M. Lazzarato e A. Negri
Multidão: guerra e democracia na era do Império, Por A. Negri e M. Hardt
Essa é a bibliografia inicial para o tema e ainda há muita coisa que podemos acrescentar. Mas, para servir de introdução para a aula de amanhã, considerando que poucos terão tempo de ler qualquer um destes livros, sugiro o artigo escrito pelo próprio Cocco com o Fabio Malini, “Circular para produzir“.
Em video, temos disponível o seminário “A constituição do Comum”, que ocorreu na ECO no ano passado, com a presença do Antonio Negri e do ministro Gilberto Gil.


Publicado por Natália Mazotte